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Configurando o Blackbox

— Categoria(s): Artigos Comente!

Uma grande vantagem do Linux sobre o Windows é o grande número de interfaces gráficas que o usuário tem para escolher. Isso é muito útil, pois de certa forma, adapta o sistema ao hardware do usuário. Uma delas é o Blackbox, que espantosamente ganhou uma versão para Windows, a qual será explicada neste artigo. No Windows, o Blackbox também é um windows manager, tal qual no Linux. Há outros programas do gênero, como o Talisman e o LiteStep, porém nenhum se incorpora tão bem ao sistema como o Blackbox. E pra finalizar, ele é extremamente configurável! Você mesmo pode criar seu tema, customizar seus menus, e por aí vai. Mas, vamos ao que interessa!

O BlackBox vem compactado no formato zip. Para usa-lo, basta descompactar (com o 7-Zip) em qualquer lugar e executar o arquivo Blackbox.exe. Imediatamente a interface mudará completamente. Para que ele inicie junto com o Windows, faça um passeio até o registro (no Executar…, digite regedit.exe e dê Enter). Lá, navegue até a chave HKEY_LOCAL_MACHINE / SOFTWARE / Microsoft / Windows / Current Version / Run. Vá ao menu Editar, aponte para Novo e selecione Valor da seqüência. Em nome, digite Blackbox; clique com o botão direito, e selecione Modificar. Agora, no campo Dados do valor, escreva o caminho do Blackbox.exe entre “aspas”. Exemplo: “C:\Arquivos de Programas\Blackbox\Blackbox.exe”. Para tirá-lo da inicialização, delete esta chave que você acabou de criar.

Menu

No Blackbox não existe o Menu Iniciar, como no Explorer (shell original do Windows). As principais funções aparecem ao clicar com o botão direito do mouse no desktop. Como você já deve ter percebido, este menu por padrão vem todo em inglês e desconfigurado. Para altera-lo, abra o Menu (botão direito no desktop), aponte para BlackBox, e em seguida, clique em Edit menu.rc. Surgirá uma tela do Bloco de Notas. Vamos à configuração!

Para começar, vamos colocar seu nome no topo do menu. Na primeira linha, onde está escrito [begin] (), coloque um nome entre os parênteses. Fica assim: [begin] (Ghedin).

A quarta, a sexta e a oitava linha, pode apagar; elas se referem à pasta All Users, da pasta Documents and Settings do Windows. Na quinta, iremos colocar o antigo menu Todos os programas. Para tal, edite a segunda parte da linha, adicionando suas informações, e ao mesmo tempo, traduzindo o que for necessário:

{”C:\Documents and Settings\%USERNAME%\Start Menu\Programs”}

Fica…

{”C:\Documents and Settings\ghedin\Menu Iniciar\Programas”}

Se você tem arquivos no desktop e na Quick Launch, edite as linhas sete e nove. Se não, delete-as. A partir da décima linha, deixe como está. Ou melhor, só traduza e faça uma limpeza ali. Clique aqui para ver e copiar um exemplo de como fica esta parte. Depois, basta colar no seu Menu.rc, salvar e ver o resultado.

Configurar o Menu.rc é muito fácil. Basta saber para quê cada função serve, e depois ir seguindo os exemplos já existentes. Abaixo, uma explicação rápida:

  • [Exec]: Executa algum arquivo;
  • [Nop]: espaço em branco;
  • [path]: Aponta um diretório;
  • [submenu]: Abre um submenu. Quando termina-lo, feche com [end].

Basicamente são estes comandos. Você verá alguns outros, mas são funções do Blackbox e/ou do Windows. Você também pode colocar comandos que funcionam no Executar… do Windows, como por exemplo calc.exe (calculadora), msconfig.exe (utilitário de configuração do sistema), entre outros. Compare nas fotos abaixo a configuração original, e a modificada:

Menu original
Menu original.

Menu personalizado
Menu personalizado.

Toolbar

Vamos dar uma ajeitada na toolbar, a barra de tarefas do Blackbox. Acho que já deu pra notar que enche o saco ela ficar sempre no topo, não? Atrapalha muito em programas que rodam em tela cheia. Para resolver este problema, clique com o botão direito nela e marque a opção Autohide. Ativando esta, ela fica invisível, e só volta a aparecer quando você passa o mouse perto de sua localização. Aliás, esta também é customizável. Neste mesmo menu, aponte para Placement e escolha em que parte da tela quer ver a barra. Para adicionar um efeito de transparência, simplesmente marque a opção Transparency.

Uma opção muito interessante e útil do Blackbox, são os desktops virtuais. Comum nos sistemas Unix, eles ajudam a descongestionar a área de trabalho, pois você passa a ter quatro “telas” para encher de janelas! Para alterar de um desktop para outro, basta clicar naquelas setinhas do lado esquerdo da toolbar. Para renomear o desktop em uso, clique com o botão direito na toolbar, e clique em Edit Current Workspace Name.

Styles

No Explorer, é comum trocarmos os temas (visual styles). No Blackbox, iremos mudar o Style, ou Estilo, como preferir. Como não é possível desabilitar completamente o Explorer, iremos adaptar o style do BlackBox ao tema do explorer. Nosso único trabalho é escolher as cores! A interface do BlackBox é toda concentrada em um arquivo de configuração, o Style, assim mesmo, sem extensão. Para alterar um tema, entre no menu (botão direito no desktop), aponte para BlackBox, Styles, e selecione algum. Mas para quê ficar escolhendo Styles se você mesmo pode fazer o seu?

É preciso entender um pouco de HTML, ou melhor, das cores em HTML. Cada tom tem um código hexadecimal específico. Quando vamos definir uma cor no HTML, é necessário colocar este código antes do objeto que queremos colorir (texto, tabelas, etc…). Desta maneira, o código #2EB835 nos dá a este tom de verde; conseguiu entender? Mais exemplos: #B17034, #D10529, #3170BB, e por aí vai. Nem mesmo quem convive com o HTML diariamente conhece um grande número de cores. Para isso, ou seja, para “descobrirmos” os códigos das cores, iremos usar o programa ColorMania. Na interface principal, abaixo do botão Change Font, mude o valor para HTML Hex. Na caixa abaixo desta, surgirá um valor, ou uma cor, a que está no quadrado do canto superior esquerdo. Para alterar esta cor, clique no botão Dialog, na outra extremidade superior. Uma paleta de cores surgirá; basta selecionar o tom e clicar em ok que o código aparecerá naquele lugar. Bom, chega de aula de HTML!

Um Style do BlackBox é uma série de informações com suas respectivas cores e efeitos listados. O que iremos fazer é apenas modificar um Style existente, mudando suas cores. Mas não escolha qualquer um; note que alguns Styles têm efeitos gradientes bem legais, como o Unit 00 (meio riscado). Estes gradientes, embora customizáveis, são difíceis de se decorar e alterar. Portanto, escolha um tema onde os gradientes te agradam; copie-o e dê outro nome a ele (dentro da pasta Styles). Finalmente, vamos ao trabalho.

Você pode abrir os Styles no Bloco de Notas, seguindo o caminho Menu, BlackBox, Edit Style. Entretanto, alguns Styles ficam totalmente bagunçados no Bloco de Notas! Nestes casos, é melhor usar um editor HTML. Minha sugestão é o Notepad++. Bom, isso vai depender do Style que você for editar; se ele abrir corretamente no Bloco de Notas, sem problemas, se der errado, passe para o Notepad++.

Quando abrir o Style, você verá uma longa lista com vários nomes e cores (em hexadecimal). Explicar o significado de cada linha aqui é meio difícil, este tutorial se transformaria facilmente em um livro! Por isso, minha sugestão (e o que eu faço também) é ir alterando as cores, e vendo o resultado parcial. Para ver seu Style em execução, após edita-lo, salve-o e recarregue novamente (Menu, Blackbox, Styles, seu style).

Pra terminar, vamos ver a questão do papel de parede. Há duas possibilidades: “puxar” um papel de parede da pasta Backgrounds, ou então criar o seu utilizando recursos do BlackBox (gradientes). Para puxar um papel de parede, copie-o para a pasta Brackgrounds, e no final do seu Style adicione a linha:

rootCommand: bsetbg backgrounds\nomedaimagem.jpg

Basta alterar o nomedaimagem.jpg para o nome da imagem que você adicionou na pasta Backgrounds. A outra maneira, é criar um wallpaper com os recursos do BlackBox. A linha fica assim:

rootCommand: bsetroot -gradient verticalinterlaced -from #163553 -to #5082cb

Troque as cores, e o efeito gradiente (que no exemplo, é o verticalinterlaced).

Plugins

Os plugins dão mais funções ao BlackBox. Você pode baixa-los no site oficial. A instalação é bem fácil; copie os plugins para a pasta Plugins, deixando da mesma maneira que os outros que já estão lá, ou seja, divididos em pastas. Agora, abra o arquivo plugins.rc (Menu, BlackBox, Edit plugins.rc). Para adicionar um plugin, basta escrever a seguinte sintaxe:

&Plugins\Pastadoplugin\plugin.dll

Por exemplo (plugin BBIcons):

&Plugins\BBIcons\BBIcons.dll

Caso você não queira usar o plugin, mas queira deixa-lo ali, basta remover o & do início da frase. Lembrando que, após adicionar ou remover algum plugin, é necessário reiniciar o BlackBox.

Conclusão

O Blackbox é excelente! Muda totalmente a cara do Windows, e se bem utilizado, o trabalho fica mais ágil. Uma dica: como o menu principal é acionado pelo clique do botão direito no desktop, procure não trabalhar com as janelas maximizadas, pois desta maneira, toda vez que precisar acessar o menu, terá que minimizar as janelas. Veja o tema que criei (Plex Ice):

Blackbox

Espero que tenham gostado do artigo, e que ele seja útil!

3 Comentários Comments Feed

Adilson V. Casula

mais uma vez recorrendo ao winajuda! belo post rodrigo!
estou começãndo a usar o blackbox e realmente é muito bom, ale de ser levinho, levinho
mas aqueria solucionar uma duvida simples, mas q nao consigo de forma nenhuma!
como esconder a tray da barra do blackbox?
se eu inserir uma nova barra (ex: uma em cima e outra em baixo) a de baixo consigo retirar a tray normalmente, mas se tiver só a de cima não tenho acesso as suas configurações.

Adilson V. Casula

e não coloquei aquele “tio” ali no começando não o.Õ


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