Desde o início, praticamente tudo relativo ao homem evolui. Exemplos de evolução não faltam, estão em todos os lugares, sendo desnecessário citar alguns aqui. Nos computadores, essa evolução também existe, e numa velocidade surpreendente. Processadores mais rápidos, placas de vídeo mais poderosas, HDs mais espaçosos, e por aí vai. Porém, o fator que evolui com mais rapidez no mundo da informática é o software. Dentre tantas atualizações, chega uma hora que você se pergunta: pra que tudo isso? Alguns programas exageram no número de atualizações, tais como o Nero e o Winamp; será que os usuários comuns devem estar sempre atualizados com as últimas versões dos programas? Essa é uma questão que na medida do possível será respondida neste artigo.
Os objetivos mais comuns das atualizações são agregar novas funções ao software, e principalmente corrigir bugs (erros). Em certos casos, é extremamente importante fazer a atualização de determinado software, quando por exemplo, há falhas de segurança. Geralmente, nos sites dos fabricantes, há um resumo do que muda em um programa quando uma nova versão é lançada, o conhecido changelog. É interessante ler, e a partir daí, constatar se vale a pena ou não fazer o download. Uma outra boa opção é participar de fóruns e/ou listas de discussão, podendo pedir opiniões de outras pessoas que já têm e estão usando a nova versão.
Apesar de desnecessário às vezes, várias pessoas mantêm seus sistemas atualizados em todos os sentidos; na contramão, muita gente desiste de fazer isso por causa de alguns softwares que têm excessivas atualizações. Como já foi dito acima, certos programas têm versões novas disponibilizadas em um curto espaço de tempo, como é o caso do Nero, Winamp, Everest, e muitos outros. Não é necessário estar sempre a par da versão mais recente destes softwares citados e outros que seguem a mesma política de atualização. Você deve saber quando atualizar ao ver que algo de importante foi alterado ou adicionado. O Nero, por exemplo, a cada nova versão aumenta o número de gravadores de CD/DVD suportados, e atualiza alguns plugins. Para a maioria dos usuários, são atualizações inúteis. O mesmo acontece com o Everest, que a cada nova versão dá suporte a novos hardwares. Ora, se você possui uma versão antiga destes programas, e eles estão funcionando perfeitamente bem na sua máquina, por que atualiza-los? Volto a repetir: antes de baixar um software atualizado, procure informações sobre o que mudou da versão antiga para a nova em sites e fóruns!
Ainda há casos em que as mudanças da versão antiga para a nova são drásticas, mas que ainda assim é preferível deixar de se atualizar. Quem não se lembra do Winamp 3? Durante o tempo em que a Nullsoft não lançou o Winamp 5, muitos usuários continuou a usar a linha 2.xx, de tão ruim que é o Winamp 3. Esse é apenas um exemplo de atualização mal sucedida, uma coisa que infelizmente acontece com uma freqüência bem alta…
Um outro fator que deve ser levado em conta na hora de atualizar algum programa é o hardware que se tem. Computadores mais modestos requerem softwares mais simples. Portanto, se seu PC está sofrendo para rodar o Office 2000, por exemplo, nem pense em atualizar para o 2003. Deve-se observar bem esse detalhe, e ver no site do fabricante a configuração mínima e a recomendada pra rodar o programa.
Como deu pra constatar, não somos obrigados a engolir, ou seja, baixar e instalar tudo que as empresas lançam. Depende apenas do usuário analisar, procurar se informar e usar o bom senso para saber se atualizar certo software realmente valerá a pena e fará diferença. Vamos ficar atentos! Se tiver uma opinião divergente sobre esta matéria, ou então quiser apenas se expressar, mande um e-mail para winajuda@winajuda.com.








